O perfil deste mês é de uma das grandes promessas do surf gaúcho atual. Róbson Gobbato é um dos grandes expoentes do esporte em nível regional neste momento, com sua agressividade dentro da água. Saiba um pouco mais deste porto-alegrense que já é, hoje, um torrense de coração.
Você é natural de onde? Nos fale um pouco sobre o seu início no esporte.
Sou natural de Porto Alegre, onde nasci em 1984. Moro em Torres há 10 anos e comecei a surfar na praia do quintão, há uns 17 anos, por influência do meu irmão, o Michael. O primeiro campeonato do qual participei foi lá mesmo, em 1996, a Taça Geloko, na categoria iniciantes. Fiquei em segundo lugar, gostei da coisa e, daí em diante, não parei mais de competir. Participo do circuito gaúcho desde 1996 e me profissionalizei em 2001, sendo vice-campeão open em 2003. No ano passado, sagrei-me vice-campeão profissional. Em 2008, estou participando do Supersurf e de algumas etapas do WQS. Para o ano que vem, pretendo disputar todas as etapas do WQS e, em um futuro próximo, participar do WCT.
Qual a sua posição atual no ranking dos campeonatos de que participa e sua avaliação sobre o estágio atual do surf gaúcho?
Hoje ocupo a segunda posição no ranking gaúcho profissional e a 30ª colocação no Supersurf. Vejo que o surf gaúcho, hoje, está se solidificando, com vários campeonatos sendo realizados, especialmente em categorias como a petiz e a grommets. Creio que o negócio é por aí mesmo, investir na molecada, que é o futuro do surf. Credito isso ao bom trabalho do Orlando a frente da FGSurf, promovendo diversas etapas dos circuitos profissional e amador e incentivando os atletas.Dentro da água, temos aí o Pedra e o Daison botando pra quebrar em qualquer tipo de onda e isso mostra o potencial dos surfistas gaúchos, que enfrentam condições adversas para poderem praticar o esporte que amam. Apesar disso, ainda existem muitos talentos que não são aproveitados como deveriam por falta de patrocínio.
Quais são seus ídolos no surf?
No Rio Grande do Sul, Pedra, Daison e o Kita, sem dúvida. Em nível mundial, não poderia ser outro senão o Kelly Slater, que é o melhor de todos.
A trip marcante?
Para o Peru, que tem altas ondas em Chicama e Punta Hermosa, e para o Uruguai, que nos reserva boas ondas, também.
Teu quiver atual e patrocinadores?
Uso pranchas Ricardo Martins 5´10, 6´0, 6´2, 6´4 e 7´12. Os patrocinadores são a Feel Good, Nicoboco Eye Wear, Modamar, Clínica Praia Grande, MM Wet Suits, ULBRA Torres, Clube Surf e Darsham Foam.
Você já pensou no que fazer após deixar as competições?
Pretendo me formar em Educação Física, que estou cursando na ULBRA Torres, e investir na área de julgamento de campeonatos, em nível brasileiro e mundial. Mas parar de competir não quer dizer parar de surfar, porque o surfe está nas veias e é algo que não consigo imaginar deixar de fazer.
Fotos: Arquivo FGSurf / fotografo Menezes.